A bete acorda e ainda segue a estrela dela
Só que agora com os pés no chão
Porque ela aprendeu que nem todo brilho
Realmente é direção
Ela foi de peito aberto
E voltou com cicatriz na mão
Achou que viver um amor era sinônimo de valor
Que viver era correr o tempo todo
Hoje ela sabe: Quem se atropela
Não dá tempo de ser
A bete balança mas não cai mais
Aprendeu a rir dos próprios tropeços
Nem todo sim é uma porta aberta
E nem todo desejo é uma verdade certa
A bete balança mas agora olha ao redor
Porque tem coisa que reluz e não é ouro
E liberdade mesmo é saber ficar sem virar aquilo que não se é
Ela já confundiu opinião de gente desimportante
Com a voz do próprio coração
Já beijou salas vazias
Achando que era canção de amor
Hoje ela anda com mais calma
Descobriu que a paz interna também dança
E não precisa de plateia
Se perdeu pra se achar
Se machucou pra se escolher
Porque amadurecer, no fundo mesmo
É aprender a não se trair pra caber
A bete balança mas não cai mais
Aprendeu a rir dos próprios tropeços
Nem todo sim é uma porta aberta
E nem todo desejo é uma verdade certa
A bete balança, viva e real
Sem ilusão e com o que é essencial
O show continua, mas agora
Ela dança com quem ela realmente é
Nem tudo que chama é destino
Às vezes é só um barulho bonito
E eu
Eu hoje prefiro um silêncio
Que me leve pra casa