Sou eu, um guerreiro de Matamba
A força africana de Nzinga ancestral
Onde o invasor não tem mais voz
Meu povo feroz faz reza e ritual
Aprisionado ao som da chibata
Na força das gargantas embargadas
É Ginga, ê, é Ginga
Mulher que se faz fortaleza
Calunga de Angola resiste
No imenso mar pra curar a incerteza
Bota dendê pra benzer, pra colorir o saber
E entender o poder do catiço
Se quem atiça acende vela
Faz tambor numa panela
Na tristeza dá sumiço!
Eu vou dançar maracatu, caxambu e capoeira
Manifestar minha raiz a noite inteira
Identidade de Laurinda e outros mais
Luanda, teu espírito é santo
Afasta qualquer quebranto
É canto livre de amor e paz
O meu povo é batuqueiro
De Angola, mandingueiro
O Sol de Luanda me guia pro norte
E quem não enxerga cicatriz
Faz valer sua raiz
Canta Imperatriz do Forte!
Logun-Edé: Santo Menino Que Velho Respeita
Rosas de Ouro em uma Grande Jogada
Logun-Edé: Santo Menino que Velho Respeita
Imperador 60 Anos, o Eterno Brilho de Um Diamante Negro
Assojaba, o Manto Ancestral
Só Quem Sabe Onde É Luanda, Saberá Lhe Dar Valor
Assojaba, o Manto Ancestral
Quem Não Pode Com Mandinga Não Carrega Patuá
Os Nove Oruns de Iansã
No Sagrado e No Profano, Sob As Benções de Maria e Iemanjá
Quem Não Pode Com Mandinga Não Carrega Patuá
Rosas de Ouro em Uma Grande Jogada!
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Imperador 60 Anos, o Eterno Brilho de Um Diamante Negro
Quem Não Pode Com Mandinga Não Carrega Patuá
Logun-Edé: Santo Menino que Velho Respeita
Rosas de Ouro em Uma Grande Jogada
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