Sou tão do povo como tu, amor
O mesmo desejar a maresia
O mesmo desprezar aquela cor
Que faz o nosso amor durante o dia
Sou tão do povo de que tu me falas
Quando me afastas e me dás um nome
Também me calo quando tu te calas
Também sofro o deserto desta fome
A tua angústia é tão igual á minha
No ar em que respiras e te encantas
Que a mesma voz em nós os dois caminha
E canto a mesma língua que tu cantas
Um Fado Para Esta Noite
Balada Das Mãos Ausentes
Porque É Que Adeus Me Disseste
Cantei e Passou
Ai Esta Ausência De Mim
Canoas do Tejo
Vazio
Balada das Mãos Ausentes
Fria Claridade
Lisboa Garrida
Minha Alma de Amor Sedenta
Ai Esta Ausência de Mim
Sempre Que Lisboa Canta
Deste-me Um Beijo e Vivi
Dei-te Um Nome Em Minha Cama
Lisboa É Testemunha
Eu Preciso de Te Ouvir a Voz
A Vida Que Eu Sofro Em Ti
Meu Amor Não Vale a Pena
Outono da Minha Primavera